Fim de semana semsaborão

O fim-de-semana que hoje se inicia afirma-se sensaborão. Não há incidências resultantes da atividade competitiva dos três principais fautores de análise, debate e discussão.

Pouco interessa ser oportunidade para verberar que, aquém e além-fronteiras a arbitragem, nos últimos tempos, tenha sido alvo das mais aviltantes ações atentatórias do respeito, consideração, urbanidade e relacionamento civilizado. Um jogador do Vilariça, participante nas competições organizadas pela AF Bragança, foi castigado em quatro anos por agredir um árbitro com uma cabeçada ou Dyego, profissional do CS Marítimo, mereceu nove meses de suspensão por ter dado uma bofetada num árbitro assistente, que interessa? No México, um jogador anda foragido por ter morto um árbitro; na Grécia as competições estão suspensas por terem incendiado a casa do responsável pelo setor, que importa? Discutir aqueles assuntos não potencia audiências! É secundário. Importante é perorar sobre penálti assinalado ou não dissertar sobre mão na bola ou o contrário quando as imagens são concludentes.

Ontem aconteceram eleições intercalares para o CA da AF Porto. Caso fosse a FPF não faltaria quem procurasse razões e motivações para a demissão da anterior direção, aduzisse especulações e insinuações sugerindo desrespeito pela autonomia do CA, eventual ingerência de outros órgãos, porventura da própria direção da entidade. A formalização do retorno de Carlos Carvalho à presidência do setor na maior Associação do país, caso justificasse programa televisivo, mereceria rasgados elogios de uns e, outros, diriam que, ao deixar o cargo ocupado no anterior CA da FPF tinha o destino traçado sobrevindo, sempre, a remota possibilidade de alguém aventar que a génese da alteração na arbitragem da AF Porto, se estriba em interesses incompatíveis com rigor e independência.