Época "horribilis"

André Moreira (3) [Académica-Tondela] sentiu dificuldades motivadas pela ansiedade classificativa dos contendores e superou-as com tranquilidade e sobriedade. Cosme Machado (2,5) [P. Ferreira-V. Setúbal] cometeu lapsos próprios das suas características intrínsecas, qual ADN, que não lhe permitem registo superior. Fábio Veríssimo (2) [Boavista-FC Porto] evidenciou, bem, inexperiência e extemporaneidade na promoção a internacional: dificuldade na análise de determinados lances, critério difuso na ação disciplinar. João Capela (3,5) [Estoril-Belenenses], observado "in loco", desenhou arbitragem serena, apesar de uma ou outra decisão menos conseguida. João Pinheiro (4) [V. Guimarães-Arouca] exibiu-se de forma muito agradável, equilibrado e sensato. A recuperação dos visitantes nada teve com decisões menos certas.

Jorge Sousa (1) está na sua época "horribilis". Malbarata prestígio e percurso construídos com esforço acumulando arbitragens e decisões menos conseguidas. A grande penalidade assinalada foi sinalizada pelo assistente. Naquela que, na sua jurisdição, lhe competia sinalizar, não foi esclarecido. Disciplinarmente, sem critério e incoerente. Luís Godinho (3) [Rio Ave-U. Madeira], com um ou outro erro não penalizador, ultrapassou problemas inerentes a terreno pesadíssimo e aplicação dos atletas. Tiago Antunes (3,5) [Marítimo-Moreirense], perante resultado tão desnivelado e assunção de erros feita pelo treinador visitante, nada haverá em seu desabono. Tiago Martins (2,5) [Nacional-Benfica]: tecnicamente poucas situações merecedoras de crítica. Na disciplina, podia e devia ser mais impositivo e rigoroso. Colocação no terreno e ligação com assistentes deixou a desejar.