Estupidez inata

Jorge Coroado

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JUIZ DE TURNO - Um artigo de opinião de Jorge Coroado.

Ainda a procissão não saiu do adro e já a estupidez inata de uns quantos energúmenos deu mote para o que pode suceder no decorrer das competições regulares. Sucedeu em Coimbra, em jogo amigável, sem interesse competitivo, desta feita perante ausência da, habitualmente tida como precursora, influência de decisões menos conseguidas por parte da arbitragem. Que razões e motivações, suficientemente justificadoras, se é que as haverá em qualquer circunstância semelhante, terão desencadeado os incidentes ocorridos no Municipal de Coimbra no decorrer do jogo Académica vs. Benfica? Disse, bem, o treinador dos encarnados, que há que prender gente daquela independentemente da cor clubística. Haverá efetiva vontade estrutural e política para que tal suceda? Há quanto tempo marinam nos corredores decisores castigos projetados para o emblema que aquele representa devido a "peripécias" reconhecidamente provocadas por adeptos encarnados, eventualmente por negligência ou "cerrar de olhos" do próprio clube? A tutela é célere, como o foi, a aplaudir expressões como a do treinador benfiquista, a verberar comportamentos como os sucedidos na Lusa Atenas, porém, porque há clubes que têm mais sócios e adeptos que alguns países habitantes, há que ponderar o risco dos votos nas urnas eleitorais! De igual modo, decidirá o CA da FPF em conformidade, punindo prevaricadores adequadamente?

Sem efeito
Se os incidentes e comportamento impróprio estão de regresso, as novidades devidas pelas alterações introduzidas nas regras não se fizeram notar nos jogos de preparação até agora realizados. Uma das modificações que poderia criar mais interesse ver como reagirão as equipas e quais as táticas adotadas - pontapé de baliza - não produziu, até o momento, qualquer efeito.

Transparência
Na Alemanha, Deniz Aytekino, árbitro do ano na época finda não completou os rigorosos testes físicos habitualmente exigidos a qualquer árbitro de topo. Como ele, outros seis árbitros "borregaram". Em exercício de transparência e esclarecimento, elucidativo de cultura por cá inexistente, o CA da Federação alemã não teve pejo tornar público os resultados e respetivas consequências.