Corrupção moral anda à solta, mas não parece tão grave quando os prevaricadores são conhecidos

Corrupção moral anda à solta, mas não parece tão grave quando os prevaricadores são conhecidos
Jorge Coroado

Tópicos

APITADELAS - Opinião de Jorge Coroado

Desconheço haver na arbitragem mais gente, atual ou passada, perfilhando ideia de que o sr. Luís Reforço, árbitro no centro de polémica por, no jogo Torreense-Anadia, do Campeonato de Portugal, impor duas repetições do mesmo pontapé de penálti, há muito deveria ter sido "convidado" a abandonar e afastar-se de vez do sector, porventura sem permissão para alegar a ele ter pertencido.

A haver, só posso entender a manifestação de solidariedade veiculada pela APAF como mero dever institucional. Na ilha do Porto Santo, há quem, convicta e (i)legitimamente, comungue do meu pensar. Enfim, é outro tema! As imagens divulgadas não validam razão para o castigo assinalado, porém mesmo certo é as mesmas elucidarem quanto à correção e rigor da decisão do árbitro em ordenar repetições do castigo máximo, pois que, no pontapé inicial, houve invasão da área por jogadores da equipa defensora.

Na segunda ocasião, o guarda-redes avançou visivelmente antes da execução. A indignação das gentes de Anadia quanto às reiterações impostas resulta do laxismo sobre a matéria dos árbitros nos jogos da divisão cimeira. Ignoro - a sacrossanta irmandade do CA não é propensa a fazer divulgações do género - verdade no noticiado afastamento do árbitro em causa, todavia, sucedendo e estribando-se no rigor das iterações, aquele órgão, uma vez mais, faz apologia dos incumprimentos e falta de rigor na Liga NOS!

Percebeu

Quem, como nós, enveredou pela arbitragem está obrigado a uma espécie de código de deveres e ações corretas, o que, embora ofereça proteção, faz com que sejamos presas fáceis de quem alcance que não lhes é possível fugir. A corrupção moral anda à solta, só que não parece ser tão grave quando os prevaricadores são pessoas conhecidas, supostamente de bem. Adão Mendes percebeu isso!

A cavalo dado...

Não sou intolerante nem me considero pretensioso. No meu mundo existe gente de diversas religiões, não subsistem barreiras étnicas ou raciais e há igualmente tipos de atividade profissional ou de desempenho social que não merecem reprovação, enquanto outros são condenáveis. É o que todos temos. Eu não partilho do escrito por S. Jerónimo: "A cavalo dado não se olha o dente."