Exclusivo Avidez desabalada

Jorge Coroado

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APITADELAS - Opinião de Jorge Coroado

Desde fevereiro se percebe que, por mais voltas que se dê, a humanidade não aprende com os seus erros. A raiva e revolta sentida pelo que se passa no país de Oleg Blokhin, Aleksandr Zavarov ou Aleksey Mikhaylichenko, só para citar os recordados pelos maiores de 35 anos, como não muito distante se sentiu em relação à população do Kosovo e, até mesmo, do Povo Mauber, que, apesar de habitar a milhares de milhas marítimas deste nosso cantinho à beira-mar plantado, sempre soube respeitar com orgulho a pátria de Vasco da Gama, não se compagina nem pode aceitar a prepotência, arrogância, ambições desmedidas e incompreensão dos homens que, ciclicamente, nos forçam assistir a massacres e destruições incríveis.

Curioso é que, pelas mesmas razões - ambição, vaidade, arrogância e prepotência -, a arbitragem portuguesa tende a estar permanentemente em estrebuchamento. Irresponsabilidade, falta de tato e sentido de oportunidade demonstrados por dirigentes do setor, desde associação de classe ao CA da FPF, conjugados com avidez desabalada de alguns dos seus elementos, bem como a visão oportunista de outros que descobriram na realidade do futebol profissional a chance de serem e terem aquilo que nunca lhes passou ou passaria pelo estreito, pois as qualidades por si evidenciadas sempre foram e continuarão a ser suplantadas pelos defeitos, fazem com que neste momento os árbitros portugueses sejam afrontados de todos e por todos os quadrantes.