Premium "A frontalidade, algo edificante, raramente integra bagagem de quem arbitra"

"A frontalidade, algo edificante, raramente integra bagagem de quem arbitra"

APITADELAS - O cronista Jorge Coroado escreve, em O JOGO, sobre "o princípio indelével do rigor no cumprimento da função" do árbiro.

Quando relativamente à arbitragem é referido rigor como princípio indelével no cumprimento da função, muitos entendem como apelo a extremos como: inflexibilidade; severidade e intransigência. Sendo certo que tais princípios são exigíveis, eles não se afirmam como paradigma do rigor apelado, porquanto revelam incapacidade de compreensão, ausência de maleabilidade perante factos distintos merecedores de apreciações e decisões por vezes opostas.

Exigir rigor no desempenho das funções de árbitro é apelar ao conhecimento absoluto das regras, capacidade de análise, interpretação, compreensão e decisão. Ser-se capaz de olhar para todos e para cada um com mesma responsabilidade e nível de exigência. Ter capacidade de abstração ao meio envolvente, ser capaz de cumprir e fazer cumprir, saber e perceber aqueles com os quais não se concorda, nunca regatear esforços na busca das soluções certas.