Opinião

PremiumJorge Coroado

§&§$#-se!

Que educação se preconiza para o futebol? Qual a atitude e comportamento que deverão evidenciar os profissionais? Pelo que vemos semanalmente, sobretudo nas ações disciplinares exercidas pelos árbitros, quais virgens cândidas, sobre jogadores, dirigentes e treinadores, tudo nos leva a crer estarmos perante um cenário em que os primeiros pugnam para que os segundos, no relacionamento com eles e os demais intervenientes, tenham cursado Teologia em alguma faculdade autorizada por bispo, eventualmente Filosofia, sejam ordenados diáconos e capazes de viverem em amor como um celibato ao serviço dos outros, duvidando-se mesmo se a castidade não será obrigatória enquanto profissionais do futebol. A forma ligeira, quiçá irresponsável, como é exercida a disciplina perante comportamentos, expressões e gestos menos ortodoxos permite formular juízo de exigência para que um qualquer treinador, dirigente ou jogador, ao enveredar pelo profissionalismo, demonstre ser capaz de provar a si e à comunidade futebolística que pode levar uma vida casta no âmbito social, laboral e intelectual, desnudar-se de comportamentos e expressões mundanas de conteúdo eminentemente proletário, ser feliz e saudável ao fazê-lo. Saber compreender díspares manifestações de alegria, enfado ou simples descompressão é missão de quem dirige um qualquer jogo de futebol. Futebol não é propriamente salão de baile, §&§$#-se!

PremiumJorge Coroado

Bocage, AR e VAR!

APITADELAS - Perante a polémica criada pelo dom da ubiquidade do deputado José Silvano, capaz de estar a quilómetros de distância e, simultaneamente, assinar presença na Assembleia da República, a sua colega de bancada, Emília Cerqueira, na própria casa da Lei, onde é crível haver verdade, rigor, transparência, escrupuloso cumprimento de regras e respeito pelo povo, dando de barato considerar ser comum a troca de passwords entre utilizadores, como se estas não sejam instrumento de segurança e privacidade, veio a terreiro dizer "não foi ele, fui eu!"

PremiumJorge Coroado

Palradores da Paróquia

Em rasgo de individualidade, ação de desespero ou, somente, corporizando princípio de: "quanto mais longe da nossa baliza melhor", Alfa Semedo, dando sequência a mais uma das inúmeras eficientes intervenções de Odisseas, resgatou e relançou anseios da equipa encarnada na Liga dos Campeões, algo fragilizados com expulsão, por acumulação de cartões amarelos, de Rúben Dias, em decisão disciplinar do árbitro Orel Grinfeld que, apesar dos evidentes transtornos causados ao emblema da Luz, estranhamente e ao contrário do usual, não mereceu comentários ou censurabilidade dos habituais palradores da paróquia! E tão mais estranho foi aquele silêncio quanto a segunda exibição de cartão amarelo decorreu de intervenção notória e objetivamente despida de qualquer ação suscetível de ser considerada negligente, porquanto foi evidente, a todo o instante da jogada, o jogador benfiquista apenas estar focado na bola e já se encontrar com o pontapé de alívio formado quando o adversário Ezequiel Ponce, em velocidade, surgiu por detrás de André Almeida, armando o braço direito para se proteger do natural pontapé que o, por vezes, agressivo Rúben Dias não tinha como evitar. Da pouco assisada decisão do árbitro israelita retém-se, claramente, que não esteve na ação de formação dos árbitros que atuam na LIGA NOS, tão pouco conhece internos contornos do futebol português.