Ser português

Joel Neto

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Às vezes sabe muito bem

Ronaldo no topo das mais importantes classificações individuais do ano (no futebol e no desporto); Fernando Santos reconhecido como deve ser; vários rapazes entre as revelações da Liga dos Campeões; um jovem no onze ideal da liga francesa - a lista engrossa todos os dias. São concretizações portuguesas e beneficiam não só da vitória no Europeu, mas de outros feitos ainda.

Nunca, como este ano, estivemos em destaque em tantas frentes. Só foi pena Rui Jorge não ter tido ninguém para levar aos Jogos Olímpicos, caso contrário não teríamos voltado com uma medalha só.

2016 não foi o pior ano da história da Humanidade, como dizem aqueles cuja memória alcança apenas até ao nascimento do Facebook. Também não foi o melhor. Mas na história do futebol português, foi-o com certeza. E ainda é preciso somar-lhe feitos no ténis, no golfe, no surf e numa série de outras modalidades.

Também é preciso saber celebrar a alegria.

A PÍLULA DOURADA

Começa sempre assim

Realmente, é interessante, o perfil de Madeira Rodrigues. Mas não são sempre interessantes, estes perfis? Olhem o meu: "42 anos, tem um jardim de azáleas e dois rafeiros adotados na rua. Leu alguns livros, escreveu uma dúzia deles e gosta de árvores e da poesia de Ramos Rosa. Contribui para a Cáritas, a luta contra o cancro e os peditórios dos escoteiros. Dirigiu equipas e fundou várias publicações. Não deve nada do carro, tem a casa quase paga e não pede fiado na mercearia."

Na verdade, nem para uma sociedade filarmónica eu seria aconselhável como presidente.