Premium Ronaldo e Messi e a capa do PES

Joel Neto

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Sou capaz de apostar três salários em como teremos de esperar duas gerações até se voltar a produzir uma combinação de contemporâneos assim

Ronaldo e Messi partilham, este ano, a capa do PES, o jogo que a Konami continua a opor ao FIFA, e é difícil que não consideremos essa homenagem uma despedida. Não só porque têm ao lado Alphonso Davies e Marcus Rashford, numa espécie de escolta que é também uma proposta de sucessão, mas porque estão efectivamente na recta final das respectivas carreiras.

Mesmo que ainda tenham muito por fazer - Messi, insisto, não pode acabar sem ganhar alguma coisa pela Argentina, sob pena de diminuir o seu legado a longo prazo -, já não serão capazes de dividir a dicotomia dos últimos 12 anos, e muito menos a "intelligentsia" do futebol, a formal e a informal, estaria disponível para reconhecê-lo. Há anos que esta modalidade procura novas referências, há outros tantos que se esforça por forjá-las (às vezes até submetendo-se ao ridículo, como aconteceu aquando da consagração de Modric) e há outros tantos ainda que, com crescentes graus de relutância, têm de respirar fundo e tornar a render-se aos dois de sempre - embora, podendo, sem deixar de favorecer Messi.