Que utilidade?

Joel Neto

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O agente provocador

Luís Filipe Vieira mantém Rui Gomes da Silva como uma espécie de agente provocador oficial, e nós só podemos agradecer-lho. Chegamos a uma semana sem jogos europeus, sem seleções, sem polémicas relevantes de arbitragem e sem novidades em processos de renovação emperrados, e o vice-presidente do Benfica entra em campo com a atoarda mais definitiva de que consegue lembrar-se, garantindo o "sound bite". Chamam-lhe "bobo da corte", mas a sobredisponibilidade tem-lhe dado rendimentos: levou-o à cúpula encarnada, como antes disso a ministro e depois a comentador residente (entre outros cargos). A única coisa que eu não consigo perceber é o chamado "debriefing" benfiquista. Exatamente que balanço se faz, na Luz, destas sempre abrasivas intervenções de Gomes da Silva? É que, vistas de onde eu as vejo, a ideia que dá é que rebentam quase sempre no rosto do seu protagonista - quando não no do clube em geral, ou no de Vieira em particular. Mas pronto: neste lugar recôndito de onde escrevo a maior parte do ano, eu sou como que um pajem do rei Lear, comendo uvas e vendo arder a corte à distância. Talvez nem sempre possua o discernimento necessário, e se calhar Gomes da Silva até tem, para o Benfica, uma utilidade que eu ainda não percebi.

NÃO SÓ INGRATIDÃO

Nem só falta de memória

N olito marca um golo ao Barcelona e logo desatam os benfiquistas a dizer mal de Jesus. Realmente, há na Luz uma visão do mundo que eu não decifro.