Premium Maluco, vírgula. Maluquice era o Mengão

Maluco, vírgula. Maluquice era o Mengão
Joel Neto

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Não faço ideia sobre que interesse o Flamengo efectivamente teve em Carlos Carvalhal. Mas, para o novo treinador do Sp. Braga se provar na encruzilhada entre um "maluco" e o homem com "muita autoconfiança" - nas suas palavras, isto é -, o Mengão seria um teste muito mais desafiante.
Primeiro, porque o Brasil de Bolsonaro e da covid-19 é um país em que uma pessoa pode estar a descer de um avião e, ao ver um termómetro apontado à testa, pensar que está a ser assaltada, como ainda anteontem aconteceu com um elemento do Ceará que desembarcava em Fortaleza. Depois, porque substituir Jorge Jesus é uma missão virtualmente impossível.
Tão depressa - arrisco pouco - ninguém fará o mesmo que JJ no Rio. E ser um português a ocupar essa vaga, sem um vago odor a recomeço que fosse, seria mais do que uma loucura: seria tentativa de suicídio.

BEIJO DE JUDAS
O dilema de Noronha

Noronha Lopes parece ser o desafiador de que as eleições do Benfica precisavam, e os sócios que se vão reunindo à sua volta sugerem que a recondução de Vieira não será favas contadas. Mas os apoios não só não têm todos o mesmo peso como alguns podem até desempenhar papel desfavorável na demanda.
Um candidato com hipóteses não tarda a reunir aqueles a quem o presidente tirou o prato da frente. Não pode recusar a sua presença, um dia vai ter de servi-los - e ainda corre o risco de que muita gente não goste de vê-los sentados à sua mesa.