Exclusivo Justiça poética: o guarda-redes como réu

Justiça poética: o guarda-redes como réu

Sai um cavalheiro, mas ficam outros

O Rio Ave não tinha outra coisa a fazer senão o que fez: despedir Miguel Cardoso. Porque o colapso em Arouca não foi um acontecimento isolado. O modo como a equipa acabou por cair no "play-off" de manutenção já indiciava eloquente permissividade. O Rio Ave está há treze anos seguidos na Primeira Liga e disputava cada vez mais claramente ao Marítimo o papel de sexto clube nacional. A queda foi abrupta e inexorável. Agora, é pena que o cavalheirismo de Cardoso possa ser confundido com esse desleixo. É um dos treinadores - salvo lapsos - que mais têm contribuído para a elevação do discurso da Liga. E, antes que consideremos isto um triunfo da boçalidade sobre a elegância, vale a pena lembrar: outros dos cavalheiros foi o campeão.