Premium Um jogo no labirinto: que acrescenta Modric?

Um jogo no labirinto: que acrescenta Modric?

FORA DA CAIXA - Modric foi o melhor futebolista do ano? Talvez. Mas as suas vitórias são, inevitavelmente, resultado de várias coisas.

Modric foi o melhor futebolista do ano? Talvez. Mas as suas vitórias são, inevitavelmente, resultado de várias coisas. Por um lado, as boas prestações (em especial) no campeonato do mundo. Por outro, o romantismo tanto da idade que tem como do facto de a Croácia ter acabado por falhar o título mundial. E por outro ainda, a saturação geral com a dicotomia Messi-Ronaldo, com tantos anos quantos duraram, juntos, os ciclos Roberto Baggio, Hristo Stoichkov, George Weah, Matthias Sammer, Ronaldo Fenómeno, Rivaldo e Luís Figo.

O problema é que Modric não tem a idade, não tem o carisma, não tem a capacidade de realização e - encaremo-lo - não tem o futebol para representar uma renovação. O seu triunfo é circunstancial, como o foram (para citar vencedores recentes do Ballon D"Or) os de Owen, Nedved, Cannavaro ou Kaká. E se olharmos para os restantes classificados nos 30 primeiros lugares deste ano, o cenário não é mais animador.