Os meus desejos

Para 2018, isto é:

1 - JUSTIÇA DE FACTO. Demasiadas suspeitas (até processos instruídos) em torno dos chamados casos do futebol português têm borregado em primeira ou em segunda instância. A cada um, ficam dúvidas por esclarecer e injustiças por corrigir. É preciso que as sentenças dos processos em curso reponham de facto a ordem e resistam de facto aos recursos. E o mais depressa possível.

2 - PACIFICAÇÃO DO FUTEBOL PORTUGUÊS. Feita justiça, torna-se urgente a redução da vozearia. Há demasiada gente convicta de que o berreiro pode constituir uma estratégia. Responsabilidade e educação - eis o que se pede aos agentes do futebol, dos presidentes aos papagaios de serviço (e mesmo quando as duas entidades se reúnem na mesma pessoa). A linguagem atual é entediante e perigosa.

3 - QUE O VAR NÃO SEJA UM ASSUNTO. Uma coisa é discutir o VAR na sua dimensão filosófica, no que acrescenta e subtrai ao jogo. Outra é discutir todos os dias os resultados da sua aplicação. A uma tecnologia que muda tão radicalmente a essência do futebol exige-se que seja, no mínimo, irrepreensível. Impõe-se melhorias. O videoárbitro não tinha vindo para acabar com dúvidas e discussões?

4 - CAMPEONATO ATÉ AO FIM. Há muito tempo que não tínhamos os três grandes consistentemente na luta pela liderança em simultâneo. Quanto mais tempo essa luta durar, mais vantagens. O melhor do futebol português ainda é aquilo que acontece dentro das quatro linhas.

5- UM BOM RÚSSIA"18. Um Mundial livre de suspeitas de doping e com Portugal em bom plano. Depois de um Europeu de glória, mas não de reconhecimento pleno, a Seleção Nacional precisa de chegar pelo menos às meias-finais. Com bons jogos e um lugar nos filmes oficiais da competição como um candidato que se impôs ter em conta.