Gestão delicada no máximo

Joel Neto

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O que esperam os adeptos?

Anunciar Luís Castro como interino é sensato. Dar nota de que o seu mandato vai até ao final da época, não tenho a certeza. Que o treinador tenha percebido aquilo que lhe pedem, não duvido. Com certeza não se permitirá esperar que eventuais bons resultados lhe deem uma oportunidade como efetivo, desde logo porque o homem a iniciar funções em julho terá de começar a trabalhar, mesmo na sombra, antes do final da época. O mesmo, porém, não se poderá dizer da massa associativa. Bons resultados podem criar, junto desta, um desejo de continuidade, até por via do bom exemplo de Vítor Pereira. E eu não tenho a certeza de que um clube como o FC Porto, com a dimensão e as ambições que tem, com a frustração que sente agora e o desejo que cultiva de regressar de imediato ao topo, se possa dar ao luxo da mais pequena poeira na engrenagem.

Ela era branca

Pelo menos, o vulto era

O ténis de mesa português continua a colecionar feitos, e almoçar há umas semanas com o número um do ranking nacional ajudou-me a perceber um pouco o que isto significa. Há dias decidi pôr à prova as suas palavras e pedi a um amigo retirado, mas que chegou a jogar a bom nível, para bater umas bolas comigo. Preparámo-nos, um de cada lado, e ele perguntou-me: "Pingue-pongue ou ténis de mesa?" Estranhei, mas fui pelo que leio nos jornais: "Ténis de mesa." Ouvi passar a bola várias vezes, mas nunca a consegui ver. E fiquei com algumas dúvidas sobre a acuidade das minhas próprias palavras sempre que anunciei o golfe como o desporto mais difícil do mundo. A mim, o ténis de mesa pareceu-me ter a tensão e a racionalização do golfe, mas concentradas em frações de segundo. E o meu respeito por estes rapazes disparou.