Futebol, futsal

Joel Neto

Tópicos

... e a dor da desesperança

Dois amigos sportinguistas andavam no domingo, pelo Facebook, a distribuir links para uma notícia sobre a vitória do Sporting na Taça de Portugal em futsal. Senti ternura e pena. O Facebook é uma brincadeira tonta, o Benfica tem o campeonato de futebol no bolso desde o falhanço de Ruiz, é preciso compreender que alguém que não celebra há 14 anos desejava mesmo muito ter celebrado este ano - tudo isso deve ser considerado. Mas é o uso do futsal que me prende. Houve um tempo em que, para contrapor ao fim de um sonho futebolístico, teríamos usado uma vitória no voleibol ou no hóquei. Não resultava. O futsal joga-se ao pontapé e com balizas, pelo que o usamos agora a ele. Também não resulta. É uma modalidade delirante, o futsal - de uma velocidade de execução e de um tecnicismo vertiginosos. Ainda vai crescer muito. Mas não é futebol. Não tem o eco de um estádio nem os ângulos de uma transmissão televisiva com câmaras nos postes de iluminação. Não tem debates sobre foras de jogo, não deixa chover em cima dos jogadores e, sobretudo, não apaixonou os nossos pais, nem os pais deles. O futebol é o que é porque é sobretudo memória. O futsal é um jogo extraordinário, mas nasceu anteontem. Nenhum triunfo no futsal alguma vez apaziguará a dor de uma derrota no futebol.

VENDER EM ALTA

A comunicação não faz tudo

É impressão minha, ou Renato Sanches vale menos uns 10 milhões de euros desde este fim de semana? Também os jogadores, às vezes, podem constituir aquilo a que, em economia, se dá o nome de bolha.