Tempo de Bolts

João Sanches

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Isto de embalar e ganhar ainda é muito como se começa. O FC Porto sprinta na Champions por melhores argumentos para lidar com dúvidas e rivais

Mais um campeonato, os reclamadores de holofotes dos últimos anos: FC Porto, Sporting, Benfica e Braga (aqui alinhados pela ordem da recente entrada em cena) prometem ser intensos animadores da história desta Liga, somente ainda não sabem totalmente como ou com quem vão desempenhar tal papel - no espelho, aquilo que miram é o reflexo da insegurança resultante da barbuda ditadura do mercado de transferências. Assim será até que se esgote agosto e se feche a janela de negócios de verão nos países de referência do futebol no Velho Continente, mas essa desculpa fácil, embrulhada e prontinha a sacar da algibeira jamais poderá anular a relevância de se arrancar em força, sobretudo quando a fome de protagonismo ou de combate ao insucesso assanha vontades. Mesmo que a prova seja de fundo e se assemelhe mais a uma maratona, é justo ressaltar que se faz de sprints - vários. Ao contrário do que Jorge Jesus costuma apregoar, isto também é como se começa - e muito. E fazê-lo sem tropeços é meio caminho andado para embalar e cortar a meta em primeiro lugar. O tricampeão olímpico dos 100 metros, Usain Bolt, confirma esta teoria; o tricampeão português de futebol pode relativizá-la, mas suportando-se sempre numa campanha de exceção - e a regra recomenda que se desconfie dos desvios. Por entre pontos de interrogação, o FC Porto emerge já amanhã no play-off da Champions para mostrar o que vale o "processo em curso", mas também à caça de melhores argumentos para lidar com dúvidas e rivais.