Sumo ou nada

João Sanches

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Madeira Rodrigues ou larga o abstrato e expõe trunfos objetivos na corrida à presidência do Sporting, ou será mesmo cilindrado por Bruno de Carvalho

Servindo o intuito de eliminação da controvérsia suscitada por declarações de Jorge Jesus após a derrota com o FC Porto no sábado, o Sporting voltou ontem ao clássico, dando voz a João Palhinha. A fim de completar o cenário de confiança e aposta nos "miúdos da casa", numa medida de exaltação da "sintonia" no comando, juntou-lhe Francisco Geraldes e Podence. Para quem está dentro, o "assunto" já foi sepultado; na perspetiva de quem concorre à presidência do clube, a ilação será outra. Madeira Rodrigues, adversário de Bruno de Carvalho, descortina naquela temática uma "forma de alento", em cima dos resultados desportivos, para se consubstanciar na corrida eleitoral que termina a 4 de março. "Não acredito que Bruno de Carvalho seja reeleito, pois já teve a sua oportunidade e tem vindo a piorar. Funciona ao sabor do vento e é um perdedor", largou ontem o candidato. Isto será "política", mas... do ponto de vista percentual, que impacto terão afirmações dessa índole? Quantos votos valerão? Se o seu objetivo é vencer, como propala, Madeira Rodrigues não pode passar os próximos 23 dias a dizer que vai fazer isto, aquilo e aqueloutro; ou que, com ele, o futebol será ganhador porque assado, cozido ou frito. Chegamos assim à grande interrogação: que conteúdo será capaz de espremer, verter e apresentar? Se tem trunfos objetivos, está na hora de se desprender do "abstrato" e de os começar a sacar. Ou então o "risco de esmagamento" nas urnas passará a inexorável certeza.