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João Sanches

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Vêm aí sete semanas nervosas - é o que nos sugerem Nuno, Vitória e Jesus

Sem bola, marcam-se à zona. O nosso campeonato conheceu uma pausa depois da jornada de clássico no Dragão e o periscópio virou-se para o desfile das seleções na passadeira FIFA, mas nem por isso os treinadores de FC Porto, Benfica e Sporting deixaram de ter intervenções públicas que soaram a recados e avisos. Até ao fim do ano, as próximas sete semanas prometem animação, nervosismo e algumas definições nas diversas frentes competitivas em que os grandes sempre guerreiam - UEFA incluída. Mas com diferenças curtas e ainda mais de sete dezenas de pontos sem conhecerem dono, é para a Liga que olham Nuno Espírito, Rui Vitória e Jorge Jesus. O técnico portista, com uma declaração duplamente pontiaguda, dizia há dois dias que "o melhor ainda está para chegar" - tenta antecipar um sinal à equipa para se "levantar rápido", mas também recicla a expectativa do adepto, subtraindo-lhe o que ainda há para diminuir no que diz respeito a tolerância. Mas Nuno sabe que há pelo menos uma oportunidade, a exigir-lhe perfeição, para colher dividendos nas contas do título antes que o mercado de inverno nasça para todos: Benfica e Sporting vão defrontar-se na Luz. Um porque vai cinco pontos à frente, outro porque vai cinco pontos atrás, Vitória e Jesus estão na mesma frequência do concorrente portista e fizeram ontem prova oral dos propósitos que os dominam - um porque deseja lesões enfim a léguas dos bons que lhe têm faltado, outro porque tem urgência na injeção de nova dose de crença nos adeptos que se fizeram resmungões.