Quanto vale ao Benfica ter visto o City?

Quanto vale ao Benfica ter visto o City?

Pressão alta, velocidade, inteligência nas movimentações, eficácia no passe, alternância entre jogo interior e busca da profundidade... O City abriu o catálogo frente ao Liverpool. Resultado final: 2-2!

Quem viu o Manchester City-Liverpool terá ficado com uma ideia de como complicar a vida ao exército de Jurgen Klopp - pressão alta (alta não, altíssima), com muitos homens no meio-campo dos "reds" a taparem todos os caminhos para as saídas de bola, intensidade, pressão, velocidade, técnica individual e, não menos importante, a "ratice" que Bernardo Silva demonstrou ao marcar rápido um livre para De Bruyne e de cujo efeito-surpresa resultaria o primeiro golo dos "citizens".

Sim, a sorte que o belga teve nesse remate, que desviou em Matip e traiu Alisson, também é um ingrediente a juntar aos referidos atrás e que fazem pensar que é preciso roçar a perfeição para fazer golos a este Liverpool.

Mas isso, como demonstrou este choque entre os dois primeiros classificados da Premier League, pode nem ser suficiente, já que à mínima oportunidade o trio maravilha do ataque - Salah, Jota e Mané ou, quem sabe, Díaz ou Firmino... - fere mesmo os adversários. E é esse o cenário, mais o temível rugido das bancadas de Anfield, que espera um Benfica necessitado de ganhar por três para passar às meias-finais, por um mínimo de dois de diferença para garantir o prolongamento.

Conhecer as debilidades do adversário não oferece, contudo, qualquer garantia, pois da teoria é preciso passar à prática (a tal intensidade, pressão alta, velocidade e até sorte!) e o calcanhar de Aquiles das equipas portuguesas na Europa é a velocidade de cruzeiro e a confiança na superioridade própria com que encaram a maioria dos jogos internos. O que em Inglaterra não é consentido ao Liverpool nem ao City. Por outro lado, quantos apostariam um cêntimo no Villarreal quando lhe saiu o Bayern?