Leões indomáveis e garras no banco

Leões indomáveis e garras no banco
João Araújo

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O Sporting já fez a parte dele nesta jornada e com uma demonstração de poderio. Amorim gere com sorrisos, Seabra e Pepa também dão lições.

1 Durante grande parte da época passada, enquanto não se sabia exatamente o que valia o Sporting de Rúben Amorim, era frequente ler-se e ouvir-se, a par da proverbial "estrelinha" do treinador, que por jogar antes dos rivais não só estava livre da pressão de conhecer os resultados dos outros como ainda transferia para estes o peso de terem de ganhar.

Ontem, o Sporting voltou a jogar (e a ganhar!) antes de os rivais na corrida ao título entrarem em campo e, sim, mostrou-lhes o sinal de proibido perder sob pena de começarem a ver os leões pela cauda... Só que agora, à diferença de grande parte da época passada, já se sabe que este Sporting vale muito - é uma equipa sólida da cabeça aos pés, isto é, da baliza ao ataque, com um Adán que resolve no um para um quando o resto da defesa falha e, na frente, a maturidade de saber quando e onde ferir os adversários. E, sobretudo, como o fazer. Ontem, o Boavista sofreu tanto com os passes longos em busca do terrível tridente que Amorim formou - Pote, Sarabia e Nuno Santos - como com as subidas em posse de Matheus Nunes. E que grande jogador está o internacional português, como Porro, Ugarte... Haverá maior elogio à força de uma equipa (naturalmente, ao treinador) do que ter jogadores que dão a sensação de terem-se tornado craques imparáveis?

2 Marítimo e V. Guimarães entraram a perder e saíram a golear, contra Santa Clara e Tondela. Em comum, além da reviravolta, a marca dos respetivos técnicos. Vasco Seabra chegou ao terceiro resultado útil em três partidas (dois triunfos) e parece ter entrado na mente do plantel maritimista, algo que Pepa fez, sem dúvida, nos vitorianos. Ainda que os beirões possam argumentar com as sequelas da covid-19, a verdade é que a equipa vimaranense nunca deixa de acreditar nela própria e nos respetivos processos, ainda que os golos nem sempre correspondam ao volume ofensivo.