Premium Faltaram minhotos ao vira

Um texto de opinião de João Araújo.

Chaves e Aves rimam e bem que podiam entrar na cantoria de um qualquer vira do Minho, pois ambos sofreram com a capacidade e músculo do terceiro passageiro da carruagem da frente do comboio que acelera rumo ao título - avenses logo na terceira jornada e flavienses na 21.ª, que ontem chegou ao fim. Sim, foi a segunda reviravolta do Braga neste campeonato, a que se junta mais uma mais uma, que vitimou o Tondela na fase de grupos da Taça da Liga. Não é a equipa que mais se destaca neste item, como gostam de dizer os que apreciam o lado estatístico da vida e da bola, essa é o Sporting, mas esses estão longe no retrovisor. E numa jornada marcada pelo festim do Benfica e pela segunda escorregadela consecutiva do líder FC Porto, esta virada do Braga foi o contraponto a ambos os rivais. Foi mais uma demonstração de como este terceiro passageiro deve ser levado muito a sério pelos dois companheiros de viagem.

Manietado durante grande parte do jogo e a ver-se em desvantagem aos 51 minutos, o Braga não se enervou. Nem Abel, a quem não bastava ter em campo o dínamo Sequeira e os franco-atiradores Dyego Sousa e Paulinho, como ainda lhes juntou João Novais e Wilson Eduardo, abrindo alas para os golos. Primeiro de Dyego e depois de Claudemir, numa demonstração do... arsenal atacante dos bracarenses, ou seja, de bola corrida e de bola parada. A tensão arterial do xadrezista certamente agradece a quantidade e qualidade de peças para cercar e fazer o xeque à baliza adversária!