A jornada da I Liga em análise: viroses e a incógnita Bruno

A jornada da I Liga em análise: viroses e a incógnita Bruno
João Araújo

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O futebol inglês é um dos temas que tocam a jornada que terminou e a que está por começar. Tudo por causa das incógnitas em torno de Bruno Fernandes.

Depois dos sustos de Benfica e FC Porto - um esteve a perder com o Aves até 15 minutos dos 90", o outro teve muito trabalho para degolar o borrego em Moreira de Cónegos -, da novela em torno do adiamento ou não da receção do engripado V. Setúbal ao Sporting, do brilho de dois iranianos (o avense Mohammadi e o maritimista Amir, que manteve o V. Guimarães em branco) e de como também o Braga teve de sofrer para dar a volta à vantagem inicial do Tondela na Pedreira, dir-se-ia termos assistido a uma das jornadas mais estranhas, porém empolgantes, da liga portuguesa.

É claro que estes predicados se arriscam a mudar de sujeito semanalmente, mas, se não fosse assim, isto não interessava nada, já dizia a outra. Pareceu uma daquelas jornadas pré ou pós-jogos europeus ou de seleções, que normalmente contagiam os jogadores com vírus FIFA, o das lesões, ou vírus Champions, o da oscilação da motivação e do rendimento...

Torna-se, no entanto, impossível falar da jornada que passou sem perspetivar o que se segue: os quartos de final da Taça e a próxima ronda do campeonato, já na sexta-feira para os grandes, por causa da final-four da Taça da Liga na semana seguinte. Sim, os "quatro" grandes, porque há dois confrontos ao mais alto nível, incluindo o dérbi lisboeta (e sim, numa sexta-feira...).

Uma intensidade competitiva digna do futebol inglês, não fosse o pormenor de se tratar de grandes jogos a meio de semanas de trabalho... E o futebol inglês é precisamente um dos temas que tocam a jornada que terminou e a que está por começar. Tudo por causa das incógnitas em torno de Bruno Fernandes - terão os dois golos no Bonfim significado o adeus aos leões? Estará disponível para o Benfica? Que Sporting sem ele? Silas sabe que a vida continua - de resto, já admitiu estar a preparar alternativas -, mas não é demais sublinhar a ligação direta a 54% dos golos sportinguistas na I Liga, entre assistências (sete) e golos apontados (oito, que valeram dez pontos em 29) para se perceber a influência do capitão, que é quem mais remata no campeonato e ainda lidera várias estatísticas de passes. Haverá antídoto para o vírus da perda de um jogador assim?