Opinião

PremiumJesualdo Ferreira

Como é triste fazer jogos à porta fechada

1 - Hoje, joga-se o clássico Benfica-FC Porto no Estádio da Luz e felizmente que o jogo é à porta aberta. Pela via judicial, o Benfica adiou um problema que tem que resolver, evitando assim aquilo que seria um espetáculo seguramente muito triste. Aconteceu-me muitas vezes, dezenas de vezes, jogar à porta fechada, tanto na Grécia, com o Panathinaikos, e principalmente no Egito, quando estava no Zamalek. Fiz uma época inteira sem público, excetuando os jogos internacionais, porque a Confederação obriga a que haja público. Um jogo à porta fechada é uma tristeza imensa, faz lembrar aqueles jogos-treino que se fazem com outras equipas e onde não há mais ninguém no estádio, para além dos jogadores e dos técnicos. Tem um sabor amargo e fica-se a perceber também a importância do público num espetáculo de futebol. É o público que faz a festa com as suas manifestações de júbilo ou de protesto, infelizmente nem sempre se manifesta da maneira mais correta, e por isso é que há estes castigos com jogos à porta fechada. Essa possibilidade pairou sobre este clássico, mas acho que todos percebemos que nunca seria num clássico como o de hoje que o castigo se ia cumprir, até porque há muitos interesses envolvidos. Como costumo dizer, o negócio fala mais alto quando se trata de futebol...

PremiumJesualdo Ferreira

Já estavam cansados de ver Ronaldo a ganhar os prémios

1 O mundo do futebol é capaz de ter ficado espantado com o facto de Cristiano Ronaldo não ter ganho o prémio The Best atribuído pela FIFA, olhando à época que fez, a ter sido considerado o melhor avançado da Champions (o único prémio que ganhou) e aos muitos golos que marcou. A opção recaiu sobre Modric, que fez um grande Mundial - aqui ganhou ao CR7 - e também uma excelente Liga dos Campeões. Também não deixa de ser curioso que, tal como Ronaldo, também Messi não tenha sido vencedor de qualquer prémio. Parece que logo à partida há aqui uma tentativa de cortar com o que têm sido os últimos anos da atribuição destes prémios. Messi e Ronaldo têm sido os donos dos galardões, têm dividido entre eles esses reconhecimentos e agora ficaram de fora, embora o português possa ter mais razões de queixa do que o argentino, porque esteve melhor, sem dúvida, e até ganhou a Champions. Pois, aqui há uma primeira pergunta a fazer: quais são os critérios que presidem à atribuição destes prémios? É o coletivo que conta ou o individual? Se for o coletivo, estes prémios estão destinados a jogadores de equipas grandes, e apenas a eles; se for individual, a questão já se complica, porque não me parece que tenha havido uma boa escolha neste último The Best. Atenção, a não ser Ronaldo o vencedor, o prémio está bem entregue ao croata, como estaria a Salah, mas é preciso perceber as razões por que o português não ganhou, porque merecia.