Premium Os samurais da alma em Coimbra

DESCALÇO NA CATEDRAL - Coimbra sempre foi a capital da saudade, claro, mas hoje parece antes o lugar de uma melancolia que secou. Seja como for, na quinta-feira o Glorioso levou boas alegrias à rainha do Mondego.

"A ideia básica do cerimonial é ser rápido no princípio e no fim, e tranquilo no meio", diz o Livro do Samurai. Não sei se míster Vitória leu ao plantel, no autocarro para Coimbra, os ensinamentos do célebre manual - mas foi mais ou menos isso que a equipa pôs em campo frente ao Sertanense. São jogos difíceis, estes com equipas de outras divisões. Jogar com o Glorioso é o jogo de uma vida para jogadores, técnicos, adeptos e, se os profissionais dão sempre cem por cento, nestas partidas forçam a matemática e dão duzentos. A Taça é uma festa, pois, mas ninguém quer ser o bombo da dita. Sim, os samurais do Benfica entraram concentrados como deve ser. O cerimonial teria começado mais rápido, aliás, se aquele primeiro golo de Jonas valesse. Foi um azar de milímetros... E haveria outro ainda, de Ferreyra. Mas para quê concentrarmo-nos nesses "ses" se houve tanta coisa boa a valer?