Premium O melhor defeso é o ataque

DESCALÇO NA CATEDRAL - Tão esquisitas, as cláusulas de rescisão "proibitivas" que, afinal, são batidas por vários clubes.

Acordo bem disposto, tomo um belo pequeno-almoço, sinto-me cheio de energia para encarar a manhã; ainda por cima, está um dia de sol, os passarinhos cantam, tudo promete. Mas sento-me a ler os jornais e, ups, logo esse elevado espírito se esfuma. De um momento para o outro, torno-me um cota cabisbaixo, metido para dentro; uma dessas personagens tchekhovianas que vivem às turras contras as paredes, suspirando com pontos de exclamação e falando por reticências... Só que, no meu caso, não é nenhuma crise existencialista de fim de século, nenhuma aflição moral perante os absurdos da vida. A razão do meu resmungo é um nadinha mais primária - chama-se "defeso".

A falta de bola envelhece-nos, não é verdade, amigos? Como voltarmos a ser miúdos se o futebol fez as malas e foi de férias para as ilhas do Instagram? E depois, nesta altura, ainda há aquele outro campeonato, o das transferências, sempre acompanhado de uma competição de desinformação ou "ranking das fake news", e isso, claro, só pode aborrecer-nos a um nível verdadeiramente transcendental.