Premium De Alfa a Zivkovic

DESCALÇO NA CATEDRAL - Quando a bola passa por ele [Zivkovic], a página do ataque ganha, ao mesmo tempo, surpresa e clareza. Encostá-lo à linha é retirar-lhe tempo de jogo e desbaratar-lhe o talento

Um golito e mais do mesmo... Em Trás-Os-Montes, o Benfica conseguiu ganhar ao Montalegre - e parece haver logo qualquer coisa de errado com esta frase, não é verdade, amigos? Nem se devia pôr a questão de o Benfica conseguir ou não, não é? E, no entanto, foi exatamente assim. Continuamos na mesma como a lesma: falhas na finalização (sem Jonas em campo, sente-se uma espécie de orfandade na frente...); mau posicionamento (e perdoem-me, queridos leitores, que aí vão palavrões científicos) nas "transições defensivas e ofensivas", ao ponto de ganharmos bolas para as perdermos logo a seguir por falta de linhas de passe; e, em geral, uma excessiva dependência da iluminação de um ou outro jogador para desequilibrar.

Mas, sim - apesar da vitória esquelética -, também houve alguns sinais positivos. Podia falar do golo de Conti, da leitura de jogo de Félix ou da confiança crescente de Ribeiro, mas deixem-me antes trazer aqui para a crónica duas belas exibições transmontanas: a de Alfa Semedo e a de Andrija Zivkovic. Não só porque é um gosto para o adepto/cronista elogiar os craques máximos do Glorioso, mas principalmente porque estes são jogadores que podem ajudar a repensar o futebol da equipa. Hoje há uma jogatana complicada com o Braga, e não sei que ideias revolucionárias míster Vitória tirará da manga. Um 3x4x3 com alas capazes de fazer o corredor todo? Um 4x4x2 com Félix a segundo avançado? Pois, todos somos treinadores de bancada, etc., etc., e aqui ficam duas ou três sugestões modestas deste cronista.