Premium Do pintor de golos até ao medo que o leão jogue

Do pintor de golos até ao medo que o leão jogue

Há intérpretes, da música ao futebol, que sofrem de medo do palco, o comum "stagefright". Por cá, pode ser o público a ter fobias.

Alta Voltagem
Há intérpretes, da música ao futebol, que sofrem de medo do palco, o comum "stagefright". Por cá, pode ser o público a ter fobias. Falando-me das suas tristezas, um amigo sportinguista sussurrou-me: "Até já tenho medo que o Sporting jogue." Não o censuro. O verde e branco problema é cada vez mais de quem não percebe que não percebe que é o problema. E não estamos a falar de jogadores nem de treinadores.

Artista
De Benguela a Lisboa, de Portugal a França, da Luz a Alvalade, Rui Jordão foi craque, um esteta dentro e fora dos campos. Jogador-pintor, artista plástico-goleador. Partiu, mas a obra fica para sempre, tamanha a imensidão daquele músculo de velocista, do festejo próprio, do estilo felino, do recorte, rasgo, fúria e feitio especial típico dos génios, trazendo golos para todos primeiro e exposições para quem quisesse depois. Não gostar de Jordão, era negar as artes.