O que fizeram as estrelas do futebol para ajudar? Chega de chutar papel higiénico

O que fizeram as estrelas do futebol para ajudar? Chega de chutar papel higiénico
Cláudia Garcia

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VISTO DE ITÁLIA - Tempo é o que não falta aos atletas sem competições, que podia ser ocupado na ajuda aos que se encontram mais frágeis

Estamos ainda no início desta pandemia mundial que está afetar gravemente a vida de muita gente, mas as estrelas do futebol, até agora, fizeram pouco ou nada para atenuar a gravidade da situação. Médicos e enfermeiros estão na linha da frente nos hospitais, mas o coronavírus não é um problema exclusivo dos que estão internados ou dos que contraíram o vírus, é um problema que está a deixar os pobres mais pobres, os idosos más solitários e os que vivem sozinhos ainda mais isolados.

São estas as categorias que precisam de ser ajudadas e urgentemente. Já vi atores proporem espetáculos nas redes sociais, influencers organizarem programas - alguns interessantes, outros menos - já vi cantores escreverem músicas e darem verdadeiros concertos online, mas do mundo do futebol vi pouco mais do que uns chutos no rolo de papel higiénico.

Tempo é o que não falta aos atletas sem competições e em vez de ocupá-lo desta forma tão insignificante, podem passar diretamente ao ataque e ajudar estas categorias mais frágeis. Mourinho já o fez, levando comida aos idosos, um gesto pequeno, mas que conta mais do que uma doação milionária.

A Roma, desde sexta-feira, decidiu entregar kits de sobrevivência a todos os sócios do clube com mais de 75 anos. Estes kits contêm material de proteção, alimentos, medicamentos e vão ser distribuídos por voluntários a centenas de idosos em Roma, mas podiam ser eles, os jogadores, a marcarem este golo.