Premium "O famoso triplete vai continuar a ser uma utopia para a Juventus"

"O famoso triplete vai continuar a ser uma utopia para a Juventus"

VISTO DE ITÁLIA - Um texto de opinião de Cláudia Garcia

O famoso triplete vai continuar a ser uma utopia para a Juventus. Em 2015 e em 2017 o clube de Turim esteve muito perto de igualar o feito do Inter de Mou de 2010, mas nas duas vezes esbarrou na final da Liga dos Campeões contra um Barcelona e um Real Madrid imparáveis. Este ano, quando tudo parecia encaixar nessa direção, o sonho ficou por terra muito mais cedo. A goleada de 3-0 sofrida contra o Atalanta, na Taça Itália, impossibilita CR7 e companhia de conquistarem os três títulos (Champions, Campeonato e Taça), mas mais do que isso, deixa um sério aviso à equipa de Allegri para a Europa. É inegável que o mercado de janeiro enfraqueceu o plantel. Uma só saída, a do defesa Benatia, foi capaz de destabilizar completamente a equipa. A Juventus está numa emergência de defesas-centrais com Chiellini e Bonucci lesionados e foi por isso que perdeu em Bérgamo. O problema não é o CR7, nem o Dybala nem o Cancelo. O problema é que o jogo da Juve depende muito do equilíbrio garantido pela linha de centrais. Chiellini e Bonucci são fundamentais para Allegri. Tirar um deles já é um problema, perder os dois é como amputar uma perna a um grupo que fica vulnerável, como se constatou contra o Atalanta.

No campeonato, a Vecchia Signora conserva 11 pontos de vantagem sobre o Nápoles e pode gerir esta emergência, mas aproxima-se a eliminatória contra o Atlético de Madrid nos oitavos de final da Champions. Se a Juve não estiver bem, não vai passar. E isso depende muito da recuperação dos dois centrais. Chiellini tem uma lesão muscular nos gémeos e deve recuperar a tempo do primeiro jogo, mas Bonucci tem uma lesão no tornozelo e não vai a Madrid. Quando estava Benatia, o marroquino era uma solução fiável para substituir um dos dois titulares, mas, sem ele, Allegri só tem Caceres e Rugani, que não estão à altura desta missão. As chefias geriram mal a situação de Benatia que forçou a saída em janeiro. A contratação de Caceres nas últimas horas de mercado é insuficiente. O problema deveria ter sido antecipado com a contratação de um bom central. Agora, a equipa sai enfraquecida de um mercado que pode custar caro no fim da época.