Premium Mou, o vilão que, sem querer, protegeu a Juventus

Mou, o vilão que, sem querer, protegeu a Juventus

A equipa de Allegri joga bem, domina o meio-campo, sofre poucos golos, mas não se demonstra capaz de vencer com superioridade os seus adversários

No final, Mourinho não mostrou os três dedos como na primeira volta, mas uma mão inteira. O gesto para os adeptos da Juventus, depois de uma grandíssima vitória do Manchester United por 2-1 em Turim, é uma reação aceitável do ponto de vista emocional, mas só beneficia a grande derrotada da noite. Contas feitas, Mou sai injustamente como o vilão e não como aquele que acaba de alcançar um feito histórico, o de vencer na casa da Vecchia e esperta Signora. Na era do presidente Agnelli, o Allianz Stadium, ultramoderno e personalizado, revelou-se um forte da Juventus, e quem por ali passa, quase sempre sai marcado. Nesta casa, sempre lotada, concede-se no máximo uma derrota por ano e um ou dois empates pouco relevantes. Para que se entenda melhor, na Liga dos Campeões, só o Bayern, em abril de 2013, e o Real Madrid, com o hat trick de Ronaldo, este ano, foram capazes de levar os três pontos de Turim. Duas derrotas na Europa à distância de cinco anos é um dado relevante. Até que chega Mourinho, em crise de resultados com o seu United, que até tem ganho, mas sempre às últimas e com a corda no pescoço, e não só dá à volta ao jogo, como vence por 2-1 com direito a uma lição tática final a Allegri. O gesto está errado não porque é condenável, mas porque atirou para segundo plano a grande conquista do treinador português que apareceu sim nas capas de jornais de meia Europa, mas não da forma que merecia. A Imprensa italiana aproveitou a onda de Mou para desvalorizar a derrota da Juve, classificando-a, de imediato, como indolor. Será?