Premium Falta entrosamento entre CR7 e Dybala

Falta entrosamento entre CR7 e Dybala

Os dados apontam para um CR7 menos goleador. O português tem cinco golos em nove jogos pela Juventus, quatro no campeonato, e está já a cinco do melhor marcador da Serie A, o habitual Ciro Immobile, que tem nove.

Desde que Maurizio Sarri desembarcou no mundo bianconero e na fria cidade de Turim - fria em todos os sentidos - com aquele look casual de quem não quer usar fato, mas também não pode usar fato de treino como gostaria, sinceramente ainda não se notou assim tanto a diferença em relação ao ano passado, com Allegri. Por enquanto, nota-se uma tendência para a equipa tentar ter mais bola, mas é só isso. Ainda é cedo para tirar ilações. Vamos dar tempo, míster. Queremos dar tempo. O mesmo serve para o CR7 sarriano, porque nós conhecemos o CR7 espetacular da era Ferguson, o goleador da era Mourinho e o supervencedor da era Zidane, mas ainda nos faltam dados para perceber como é, afinal, o CR7 da era Sarri. Até agora, notam-se algumas diferenças que somos obrigados a realçar.

Os dados apontam para um CR7 menos goleador. O português tem cinco golos em nove jogos pela Juventus, quatro no campeonato, e está já a cinco do melhor marcador da Serie A, o habitual Ciro Immobile, que tem nove. As estatísticas de golos da Juve dizem-nos que os marcadores este ano estão mais divididos: além de Ronaldo, os dois argentinos, Higuaín e Dybala, somam três golos cada. No entanto, quando joga Dybala, a sensação é que Ronaldo fica um pouco fora do jogo ofensivo. O melhor Ronaldo jogou sempre com um ponta de lança fixo na grande área. Foi assim no Real Madrid, com Benzema, e em boa parte da época passada, com Mandzukic. Dybala tem características de segundo avançado, mas não é nem ponta de lança, nem extremo e nem médio. E, por isso, com ele em campo, a equipa joga mais num 4x3x1x2 ou 4x4x2 e fica sem referência na área, a fazer aquele trabalho do ponta de lança puro com a defesa adversária. Falta claramente entrosamento entre Dybala e CR7, pode ser que melhore, pode ser que os dois formem a melhor dupla da época, mas por enquanto estão longe de o serem. O capitão da seleção beneficia mais com a presença de Higuaín em campo, mas nesse caso, quem perde espaço é Dybala, porque Sarri já disse que será difícil jogarem sempre os três de início. Vamos dar tempo a Sarri antes de sentenciar as escolhas da Juventus e do treinador. Daqui a algumas semanas tudo pode fazer mais sentido, mas, por enquanto, fica o registo de que nem tudo encaixa como deveria.