Exclusivo Sobre as rivalidades

Carlos Tê

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FOLHA SECA - Opinião de Carlos Tê

A rivalidade é o sal do futebol, diz o cliché. Sem ela, a novel indústria da bola seria tão excitante como a concorrência entre a Auchan e a Sonae nos domínios do retalho. A indignação nas hostes benfiquistas causada pelo abraço de Pinto da Costa a Rui Costa é uma dessas pedra de sal. O olho televisivo apanhou-os no papel de CEOS quando os adeptos exigiam dirigentes.

Algumas rivalidades apimentam-se por vizinhanças que partilham ofícios e perduram ainda que os clubes num certo momento estejam mais fracos. É assim no triângulo piscatório Leixões-Varzim-Rio Ave, na linha entre Paços de Ferreira e Freamunde, ou entre Braga e Guimarães. Outras assumem dimensões nacionais quase ideológicas, como Barcelona e Real Madrid, e Porto e Benfica.