Premium OPINIÃO: A transfiguração de Herrera e de um velho Porto implacável com refilões

OPINIÃO: A transfiguração de Herrera e de um velho Porto implacável com refilões

No quinto ano de Herrera, o FC Porto recupera o ceptro de campeão, e ele contribui decisivamente com um golo na Luz.

Dizem que não há gratidão no futebol, só contratos, negociações, janelas de oportunidade. Outros dizem que há, mas em doses homeopáticas, como declarações de amor à camisola que a realidade trata de acomodar. A gratidão fica do lado dos adeptos, que não esquecem as alegrias prestadas por treinadores e jogadores, e acabam por entender os ditames do profissionalismo.

Vem isto a propósito de se ter confirmado esta semana o que os jornais há muito ventilavam: Herrera pediu seis milhões de euros para renovar contrato com o clube onde se fez um jogador de top. O principal mérito é seu, claro, mas não devia esquecer que, quando chegou, era pouco mais do que um mexicano jeitoso a quem se augurava uma explosão rápida, fulgurante. Só que, a cada ano que passava, o que se via em vez do fulgor era o jogador distraído, com paragens do músculo mental, alternando o muito bom com o inexplicavelmente mau. Alguns adeptos passaram a chamar-lhe o "morre-ao-sol". O burgo é viperino nas alcunhas.