Álvaro Pacheco é um senhor, de uma elegância que nem sempre se vê no futebol

Álvaro Pacheco é um senhor, de uma elegância que nem sempre se vê no futebol
Carlos Pereira Santos

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Trouxe um discurso novo ao campeonato, genuíno, aglutinador.

Goste-se ou não do boné de Álvaro Pacheco, tem que se gostar do próprio Álvaro Pacheco, que trouxe um discurso novo ao campeonato, genuíno, aglutinador - e disso é prova a massa adepta que o Vizela juntou no seu estádio e que era superior à do Benfica, o que não acontece todos os dias.

E é um senhor, de uma elegância que nem sempre se vê no futebol. Porque se não fosse assim, teria dado uma resposta das duras a Jorge Jesus, que no final do jogo acusou o Vizela de ter feio antijogo. O que é mentira, como sabe quem viu.

Aliás, é costume, Jesus vê um jogo e o resto do mundo vê outro. Resta saber quem tem razão. O Benfica, depois de ter visto estrelas com o Bayern, teve uma estrelinha em Vizela, marcou aos 90"+8", aproveitando bem uma escorregadela de um adversário. Ia escorregando, mas lá manteve a liderança, embora sem conseguir disfarçar que o pesadelo alemão ainda está vivo nas mentes de alguns jogadores.

Muito melhor se saíram os portistas da ressaca europeia, e mesmo o Sporting, apesar das dificuldades para bater o Moreirense, de onde se conclui que é sempre muito melhor trabalhar sobre vitórias. Pepa parece ter encontrado o caminho, sempre muito ajudado pelos adeptos vitorianos. E, em fim de festa, o Estoril, que vai terminar esta jornada no quarto lugar.Nada é por acaso. São bons.