Satisfação pela metade fácil

Carlos Machado

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O interrompido teste ao ataque não estava a correr nada bem. E está mais do que visto que a idade não será obstáculo à ambição da Seleção Nacional

Portugal deveria ter sido sujeito a um teste duro e completo, pondo à prova esquema e capacidades sem Cristiano Ronaldo. Pela frente esteve uma das seleções com mais potencial da atualidade, mas pela capacidade dos jogadores que a compõem, não como equipa na aceção da palavra, pois há muito que a Inglaterra não consegue sê-lo. Ainda assim, se atentarmos no trio de ataque, liderado pelo sempre perigoso Wayne Rooney, acolitado pelos goleadores Vardy e Kane, defender anunciava-se tarefa complicada. Se atendermos a que a dupla de defesas-centrais de Portugal somava 72 anos, poderia mesmo considerar-se assustadora! Afinal de contas, o único problema grave detetado não teve a ver com veterania, mas sim com excesso de fogosidade.

Bruno Alves pediu desculpa ao grupo e Fernando Santos afirmou-se disposto a perdoá-lo, esperando não ver a cena repetida. O jogador também disse que será bom que tal atitude não se repita, o que não deixa de ser engraçado dito por quem o poderia ter evitado. Claríssimo ficou que a Seleção é capaz de se unir e de defender um resultado, mas quando for a doer, e para valer a pena, terá antes de o construir. E essa foi a componente desperdiçada ontem frente a um oponente forte. Foi pena, mas aqueles 35 minutos em que houve 11 de cada lado não vaticinaram nada de interessante para as cores portuguesas. E depois não queremos falar de Ronaldo, mesmo quando ele não está.