Premium Não há apenas um caminho

Carlos Machado

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É saudável constatar que a UEFA ajustou a posição e o discurso.

O massacre do confinamento dá mostras de começar a produzir resultados interessantes no campo das ideias. A prepotência inicial dos novos senhores da guerra - vamos querer muito atribuir a responsabilidade provocada pelo medo do desconhecido e não por qualquer arroubo despótico - está a afrouxar. No princípio a várias vozes, depois com Aleksander Ceferin a deixar claro quem vale a pena ser ouvido, a UEFA foi dando passos intolerantes, apontou caminhos como se pudessem ser os da verdade, mas terá sido chamada à razão e percebeu a necessidade de flexibilizar a postura.

À ameaça de exclusão pura e simples das provas europeias dos clubes cujas federações dessem por terminados os campeonatos, segue-se a adoção de princípios mais razoáveis, como passar a bola aos governos de cada país. A situação sanitária da Alemanha não é mesma de Itália ou de Espanha. Se para os alemães é líquido reatar a liga, italianos e espanhóis terão a mesma vontade mas menos certezas. Pelo que se ouve, lê e vê, em Portugal a esperança de voltar a jogar também faz sentido, isto se alguém encontrar definição nova para o termo.