Premium Rui Vitória: o despedimento – parte II

Rui Vitória: o despedimento – parte II

Mandaria a coerência que Luís Filipe Vieira mantivesse a decisão até final da época

Rui Vitória foi despedido pelo presidente do Benfica e era esperado que acontecesse. Nem sequer se pode utilizar o termo expectável, porque era mesmo ESPERADO, uma vez que nada faz sentido neste processo. Depois de ter havido um primeiro afastamento decidido em coletivo e no dia seguinte revertido por um homem só, mandaria a coerência que Luís Filipe Vieira mantivesse a decisão até final da época. Só que o próprio explicou ter sido uma luz a mostrar-lhe o caminho que levara à recondução de Vitória. Tratando-se de uma decisão emotiva em sobreposição a uma coletivo racional, estava dispensada a coerência quando a dita luz se apagasse. E apagou a sopros para a rede própria.

É complicado analisar decisões carecidas de explicação lógica. Manter Jorge Jesus depois do Jamor em 2013, quando o treinador até levou um chega para lá de Cardozo muito parecido com uma agressão, também não fez sentido. Pior ainda manter um técnico que acabara de arruinar uma época perdendo duas finais, uma delas europeia, e deixar no plantel o jogador que o pôs em causa como nunca antes se vira em Portugal. Até pode ter acontecido, mas não em direto na televisão e à vista de milhões de pessoas. O certo é que o inexplicável correu bem e começou nesse ato desalinhado, por ter sido outra decisão de um homem só, o caminho para o tetra. Jesus ganhou dois, saiu à má fila e Vieira voltou a escolher sozinho. Rui Vitória ganhou os dois títulos seguintes e o presidente do Benfica, ficou em posição de reivindicar-se como o grande obreiro. Mais do que as prerrogativas do presidente, Luís Filipe Vieira atribuiu-se o direito da decisão suprema. Divina!