O futebol é festa

Um quinto lugar pode ser tão importante como o primeiro e um tiro ao lado alterar comportamentos

O futebol é festa e os objetivos alcançados, diferentes e estratificados por emblema, embora haja uns quantos a correr pelos mesmos de forma hierarquizada, devem ser celebrados de forma espontânea, viva e alegre. São o resultado do trabalho de muita gente, uns a juntar o coração ao contrato, outros por mera satisfação profissional. Quem acredita merece um prémio e não precisa de o esconder. Por isso mesmo em termos de grupo a festa feita pelo Rio Ave após garantir o quinto lugar tem um significado idêntico ao título do FC Porto. Cada um apontou a uma meta e cortou-a. Os portistas têm a satisfação garantida, a dos vila-condenses poderá ser parcial mas é justificada. É óbvio que o Aves pode ganhar a Taça de Portugal e o quinto posto do Rio Ave não valer um lugar europeu, mas nesta altura o festejo terá sido justificado pelo atingir do objetivo.

A par dos vencedores, é igualmente interessante perceber o comportamento daqueles que atiraram ao lado. E é aqui que em Alvalade emergiu de forma algo surpreendente a figura de Rui Vitória em modo enervado e irritadiço, mas confessadamente não sincero. Tinha queixas do árbitro e apetecia-lhe baixar o nível para dizer o que lhe ia na alma. Preferiu não o fazer, anunciou estar a ser educado para poder ser um exemplo para as gerações vindouras. A seguir, na conferência de Imprensa, já não se importou de ser grosseiro com quem lhe fez perguntas. Logo ele que achava que nunca seria conhecido de ginjeira.