Era o que faltava

Vaga para o troféu referente ao título de sub-19 está, finalmente, preenchida. É tempo de pensar no futuro dos rapazes

Portugal reafirmou-se como potência do futebol de formação. Nas vitrinas da Federação Portuguesa de Futebol deixa de haver troféus em falta, porque este, do escalão sub-19, era o único que tinha a vaga por preencher. Nas ocasiões anteriores escapara-se, a diferença pode ter sido um pontapé de canela que entrou em vez de um remate tecnicamente perfeito esbarrado num poste. Mesmo sendo esta uma idade em que estar presente nas discussões é o mais importante, ganhar é o pormaior, a excelência, e não acontece por acaso. Há uma história e um trabalho.

Como lembrava ontem aqui em O JOGO o professor Jesualdo Ferreira, já lá vão umas décadas desde que "Portugal deixou de ter vagas de jogadores bons para ter equipas consistentes". E eis-nos perante o melhor de dois mundos: uma geração de grandes jogadores que é também uma equipa consistente, solidária, evoluída técnica e taticamente, tudo quanto se pode sonhar. E se lembrarmos que nesta seleção também poderiam estar também Diogo Dalot, Gedson, Diogo Leite, João Félix e Rafael Leão, percebe-se que o futuro é destes rapazes. E o futuro é já ali ao virar da esquina, para alguns poderá ser já no próximo Europeu, outros ficarão para o Mundial. Também haverá quem passe ao lado, é inevitável.

Na hora de ganhar, é justo lembrar o investimento dos clubes, as boas condições e organização da Federação, bem como o talento dos jogadores, mas também é tempo de cuidar do passo seguinte. As equipas B fizeram muito bem a estes miúdos, a tentação de os vender já por tuta-e-meia poderá fazer muito mal a alguns deles. Quando terminar a festa, é preciso pensar na vida!