Premium É assustador o modo como a arbitragem se devotou à autoflagelação

É assustador o modo como a arbitragem se devotou à autoflagelação

A arbitragem vive um momento difícil, é preciso afastar quem estiver a mais

É verdadeiramente assustador o estranho modo como a arbitragem em Portugal se devotou à autoflagelação. Jornada após jornada acumulam-se erros inacreditáveis, decisões difíceis de explicar para quem está no futebol de boa-fé. Ontem, depois de mais uma salgalhada em Braga, toda a gente percebeu - outra vez!, e o número de vezes altera-se consoante as dores de cada um - que o caminho trilhado conduz ao abismo. Porque o ontem foi igual ao anteontem e o anteontem semelhante à semana passada, e essa não diferira da anterior e por aí fora, num rol extenso e até complicado de discernir, até por estar sempre minado por um dos lados.

Apelar à serenidade e ao reforço de credibilização nesta altura é só mais um caminho poético e cómodo. Urge tomar medidas sérias, de molde a levar os adeptos a acreditarem que vale a pena, porque se pensarmos de forma desapaixonada, temos um futebol engraçado para as nossas posses, treinadores com boas ideias de jogo, um processo evolutivo muito interessante no modo de estar em campo. A arbitragem não é a raiz de todos os males, mas é um mal enraizado. É necessário correr com quem está a mais. Atenção!, estou só a falar de competência. Nem sequer vou admitir que o problema possa ser mais profundo e complicado, apesar de tudo quanto se vai ouvindo e lendo e da toxicidade das redes sociais. É que o problema é mesmo complicado. Ontem, o Sporting sagrou-se campeão europeu de futsal. Hoje, os miúdos do FC Porto disputam a final da Youth League e este espaço foi gasto a comentar outra coisa.