A Champions

Portugal volta a ter duas equipas, uma afirmação em forma de suspiro

O Benfica conseguiu o resgate esperado no acesso à Champions e fê-lo de forma superior. Tão superior que até Rui Vitória, na véspera completamente alheio às questões monetárias, no final da partida já sabia da importância dos 43 milhões amealhados e até recomendava a quem os tivesse subtraído por antecipação que tratasse de os contabilizar na coluna dos ativos. Ou seja, ganhar não só faz bem como alarga horizontes.

Ganhar na Grécia não é fácil, principalmente pelo ambiente, mas eliminar o PAOK a duas mãos é quase uma obrigação para uma equipa portuguesa de topo. Depois de passar o Fenerbahçe, conseguindo um importante empate em Istambul, não podia ser uma equipa grega, qualquer que fosse, a amedrontar o Benfica. Não se trata de desvalorizar a qualidade do adversário, mas sim de elevar a fasquia para um nível Champions. O PAOK não o tem e se lá tivesse ido parar seria mau até para a competição.

Para o futebol português, ter mais uma vez duas equipas na prova principal da UEFA é uma forma de afirmação, mas também suspiro de alívio, depois do ocorrido com Braga e Rio Ave, tombados de forma prematura na tentativa de acesso ao segundo escalão europeu. FC Porto e Benfica carregam nas costas mais do que interesses próprios e do Sporting também se aguarda uma contribuição generosa para o ranking do país. O campeão de Portugal, este ano, não cabe no Pote 1 devido à inflação de espanhóis - campeão, vencedor da Champions e vencedor da Liga Europa -, mas se a pontuação não melhorar, num futuro próximo arrisca-se a ficar arredado do lote dos melhores.