A importância do fica Jesus

Carlos Machado

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Treinador do Benfica pôs-se em causa e saiu reforçado, tanto junto dos adeptos como enquanto pilar do projeto

Jorge Jesus vai ser o treinador do Benfica na próxima temporada, independentemente da validade do contrato que venha a assinar com o emblema da Luz. A época 2013/14 tem-na garantida, e o resto depois vê-se. As promessas "forever" já todos vimos no que dão e o facto de ter acontecido na casa do vizinho não muda nada, pois ninguém garante que não se possa repetir do outro lado da rua, ou em qualquer outro lado, se a bola entrar na baliza adversária menos vezes do que o esperado.

Depois de dois acidentes descomunais no espaço de um punhado de dias, Jorge Jesus optou por se referendar, o que só joga a favor dele. É bem pago, está num clube que ajudou a estabilizar e a tornar competitivo, tinha a garantia prévia de um novo e prolongado contrato, ou seja, condições para aproveitar a boa onda gerada em torno de si e fazer ali mesmo, no rescaldo da derrota, uma comovida jura de amor eterno.

Acreditando naquilo que faz, Jesus precisava de saber claramente se continua a ter apoios fortes dentro e fora, porque não adianta ser garantido por um presidente que manda efetivamente se depois se tem um estádio vazio ou divorciado da equipa. Ao pôr-se em causa, o treinador reforçou não só o estatuto de intocável como a solidez de um projeto de que é um dos pilares.

Depois do discurso de Vieira e das manifestações de apoio popular, já pode tratar de arrepiar caminho. E tem muito a fazer, pois estando a final da próxima edição da Champions marcada para o Estádio da Luz, o sonho benfiquista vai ser muito inflacionado.