Premium Não basta mais sol nem melhor diplomacia para ultrapassar a Rússia

Não basta mais sol nem melhor diplomacia para ultrapassar a Rússia

O jornalista António Barroso escreve hoje, em O JOGO, sobre o plano de reestruturação apresentado ao futebol profissional português.

O diagnóstico está feito. A Federação Portuguesa de Futebol chamou a Liga e os seus associados - as sociedades desportivas (que também são os clubes, à exceção do Belenenses) - e deixou o repto: ou se faz alguma coisa por isto, ou esqueçam a primeira divisão das competições europeias. Bem, antes de mais, convém recordar que estamos a falar de um ranking que pode vir a ser atirado às silvas caso a gestora dessa tabela, a UEFA, ceda às pretensões dos clubes europeus de dimensão astronómica e crie mesmo uma Champions mais elitizada e fechada, com subidas e descidas, também ela passível de se dividir em duas divisões, conforme foi noticiado nos últimos dias (ler aqui).

Por exemplo, se isso acontecesse - e ninguém sabe o que a UEFA e a ECA estão a cozinhar - a própria Liga Europa (LE) seria despromovida a terceira e quarta divisão das provas de clubes do Velho Continente, sabendo-se que, a partir de 2021 (ler aqui), começa a disputar-se a sua versão secundária (Liga Europa 2). E nesta, pelo ranking atual, estarão o terceiro e o quarto classificados da I Liga portuguesa, ambos a terem que disputar as qualificações de acesso à fase de grupos, tal como o vencedor da Taça de Portugal teria de jogar o play-off da Liga Europa 1. É, a coisa não está fácil para os nossos lados.