Premium "Se dão o dinheiro que sustenta os clubes, também podem dar o calendário cruel e os horários indecentes"

"Se dão o dinheiro que sustenta os clubes, também podem dar o calendário cruel e os horários indecentes"

VISTO DO SOFÁ - Álvaro Magalhães, cronista de O JOGO, pondera sobre o impacto que as operadoras de televisão têm sobre a calendarização e os horários dos jogos de futebol.

Perto do Natal, jogou-se no Dragão (FC Porto-Rio Ave) às três horas da tarde de um domingo. Eia, futebol solar! Há doze anos (um jogo para a Taça, com o Atlético) que não se via tal coisa. Foi a maior enchente da época (48 208 pessoas), com famílias inteiras, muitas crianças, largada de pombas e um clima festivo, de alegria total. Uma epifania, e também um raro vislumbre do passado, quando o futebol era a "missa" do domingo à tarde e coincidia com o tempo do lazer.