Exclusivo Nem uma palmada no rabo merece

A crença na capacidade de bruxos e bruxas influenciarem o destino dos jogos é tão pueril que nem uma palmada no rabo merece

A margem de acaso do futebol ergue uma zona de perigo e desconhecimento que nos empurra a todos (jogadores, treinadores, adeptos) para a esfera mágico-religiosa. E a razão é simples: quando a bola começa a rolar, todos ficamos expostos, de diferentes modos, à sorte. Não vai longe o tempo em que havia capelas dentro dos estádios e missa antes dos jogos, com a presença da equipa. Mas ainda se faz tudo o que se pode para atrair sorte e protecção. Viram Sérgio Conceição a beijar o amuleto da sorte, no início do jogo com o Atlético? E para quê, não é? Eu digo: serve para mitigar a ansiedade, a sensação de fragilidade, o medo de perder, enfim. A superstição é filha desse temor. E onde está quem não tem os seus pequenos rituais da sorte? Todos eles são ridículos e todos eles fazem sentido.