Premium A desilusão do VAR, o lado B do Benfica e o suicídio portista

A desilusão do VAR, o lado B do Benfica e o suicídio portista

Álvaro Magalhães, cronista de O JOGO, comenta os episódios mais recentes e marcantes da atualidade futebolística

A jornada 31 honrou o seu número e gerou um grande trinta e um. A culpa foi dos árbitros e dos seus auxiliares tecnológicos, que colaboraram (e de que maneira) na sagração antecipada do novo campeão. O VAR tem sido uma desilusão para todos os que - como eu - tanto o desejaram. Hoje sabemos que foi uma ingenuidade pensar que ele corrigiria erros tão suspeitos como os do jogo de Braga. Afinal, é mesmo possível decidir contra a evidência das imagens. Ou seja, a tecnologia é boa, a carne (humana) é que é muito fraca.

Aliás, só por milagre o Benfica perderia pontos num jogo tão amistoso. O Braga é o seu doce (dez golos sofridos em dois jogos). Ter-se adiantado no marcador já foi uma audácia inesperada, pois não é costume haver dessas faltas de educação (desde 2011 que tal não acontecia). Muito mais surpreendente foi a colaboração activa do FC Porto. Em Vila do Conde e a ganhar por 2-0, a equipa passou toda a segunda parte a controlar o jogo, como eles dizem, ou seja, a tentar controlar o incontrolável (como se viu, aliás). E porque não jogar em vez de controlar, se estava em causa o primeiro objectivo da época?