A Alemanha já tem calendário, Portugal previsões e noutros países há medo
Podem os apaixonados começar a contagem regressiva: o grande futebol está oficialmente de volta e já com datas marcadas.
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Arranca de amanhã a uma semana, na Alemanha, e logo a abrir tem o dérbi do Ruhr: Borussia Dortmund-Schalke 04, uma espécie de Braga-V. Guimarães, porque são importantes, rivais, quase vizinhos e vivem longe dos centros de poder. Até a conjugação desta coincidência emotiva serve de apelo para alemães e para todos os outros que gostam de ver a bola a rolar e nesta altura até serão tentados a ver a liga coreana: abre hoje.
A par da ânsia popular pelo regresso e da necessidade de deitar rapidamente a mão à indústria do futebol e salvá-la, há a outra parte, o receio dos participantes. De Espanha, Itália e Inglaterra fazem-se ouvir vozes de incerteza, a garantia de ter o medo por companheiro é péssima, a necessidade de seguir em frente inadiável. A Alemanha é pioneira e vai à cabeça; Portugal é bem comportado, tem uma história de sucesso no controlo do bicho e irá a seguir. O presidente da UEFA há de aplaudir como já aplaudiu os alemães. É a vida a amotinar-se, esperemos que corra tudo bem neste mar de contradições.
Pois!, a vida tem de continuar. O futebol é só uma componente. Se continuarmos bem comportados e com uma história bonita para vender, em pouco tempo, se uma segunda vaga da coisa má não contra-atacar, as fronteiras serão abertas, os aeroportos terão movimento, os hotéis e as ruas voltarão a encher-se. As nossas, as do paraíso exemplar que por isso não desenvolveu imunidade enquanto país mas precisa de redinamizar o turismo. Cada um trará as suas próprias mutações do vírus, mas isso será lá mais para a frente, até pode ser que se esqueça de acontecer. Acham o futebol assustador? A sério?
