A crónica de Samuel Almeida, que pondera sobre o momento institucional do Sporting
O Sporting perdeu em Braga. É a 13ª derrota da época, um registo incrivelmente negativo e inaceitável num clube desta dimensão e numa equipa que só em salários custa mais de 60 M€.
O senhor Sousa é uma marioneta dos interesses pouco claros. Um artista do apito
Como escreveu há pouco tempo Rui Calafate, já não dá mesmo mais. Como não dá mais para aceitar que o futebol português esteja infestado de figuras menores como o senhor Sousa. O senhor Sousa é uma marioneta dos interesses pouco claros que continuam a fazer do futebol português um espetáculo menor e desinteressante. O senhor Sousa é um artista do apito.
Não foi por esta figura menor que o Sporting perdeu em Braga, mas ele deu o seu contributo. É o mesmo árbitro apanhado num registo áudio inaceitável num jogo da equipa B do Sporting ou que tolerou o arraial de agressividade no Bessa, acabando por expulsar Bruno Fernandes. Um árbitro do sistema e da comunicação servil ao serviço de um dos nossos rivais, que não se coibiu de distribuir elogios à categoria imensa desta marioneta de um circo menor chamado futebol português.
Querem-nos convencer que foi uma arbitragem séria e imparcial, sendo que uma mentira dita muitas vezes acaba por nos entrar nos ouvidos. Só não nos explicam nesta retórica macilenta é como é que este artista nunca foi chamado a apitar na fase final de uma grande competição internacional.
Por falar em marionetas, é notável o crescimento do Sporting de Braga, um clube certamente a merecer o respeito de todos. Este crescimento mirabolante leva a que o Benfica B já tenha quatro títulos no seu palmarés, os mesmos que o Setúbal, embora um pouco longe dos 7 do Belenenses ou os nove da equipa profissional do Boavista.
Em 16 anos já são três títulos do insolvente Salvador, mais um que Frederico Varandas. A estatística é maravilhosa, não é? Mas esta narrativa tem um propósito, pois que o crescimento do Benfica B não tem outro objetivo que não seja destabilizar Sporting e Porto. O crescimento do Braga é instrumental para o declínio dos rivais da Luz e para a sedimentação da hegemonia benfiquista.
Apesar de insolvente a título pessoal, o líder do Benfica B é um parceiro de negócios do presidente benfiquista, pelo que esta parceria tem tudo para dar certo. E tenho a certeza que no próximo duelo fratricida, o Benfica B vai-se agigantar com Rúben Amorim e manter o registo 100% vitorioso perante os grandes do futebol português. Não tenho quaisquer dúvidas aliás.
Quem tem a chave para este imbróglio é Rogério Alves, o qual, em bom rigor, não tem grande margem de manobra
Frederico Varandas deu uma extensa entrevista ao Record e mais valia ter ficado sossegado, tal a inconsistência, as contradições ou a falta de visão demonstradas. Digo isto sem pingo de satisfação, mas esta entrevista veio confirmar a impreparação do presidente leonino para o cargo. Varandas está entrincheirado em justificações e explicações, sendo incapaz de apresentar um rumo, um caminho, em suma LIDERAR.
A sua teimosia levará à inevitável saída pelas portas dos fundos de Alvalade. Não sendo de todo desejável que o Sporting viva permanentemente neste clima de instabilidade não é menos verdade que a fragilidade desta administração não vem tanto dos desastrosos resultados desportivos desta época, mas sim de uma reiterada e continua demonstração de incapacidade de levar o clube a bom porto, o que minou por completo a sua reduzida legitimidade.
O Sporting precisa de uma clarificação antecedida de uma profunda reflexão, antes de mergulharmos na histeria eleitoral. E temos de mudar urgentemente os estatutos de forma a contemplar a exigência de uma maioria e de uma segunda volta caso nenhum candidato disponha da maioria dos votos.
Quem tem a chave para este imbróglio é Rogério Alves, o qual, em bom rigor, não tem grande margem de manobra, pois que os estatutos o obrigam à convocação da AG destitutiva se todos os requisitos formais se mostrarem preenchidos. O Presidente da MAG não dispõe de competência estatutária para efetuar um pré-juízo jurídico ou valorativo sobre a existência de justa causa de destituição, sendo esse um poder exclusivo da AG e dos sócios, sujeito se necessário a escrutínio judicial.
Mas nada disto é positivo para o clube, abrindo novas fraturas e aumentará a divisão da massa associativa. Diria que a chave para uma saída airosa seria a convocação da AG seguida pela demissão de uma parte significativa dos órgãos sociais, evitando uma humilhação imerecida de muitos sportinguistas, cujo único pecado foi terem aceitado o convite de Frederico Varandas. O Sporting não precisa de mais um processo fraturante, precisa sim de iniciar um período de reflexão, seguido da escolha de uma nova liderança que possa trazer esperança e por no trilho certo a maior POTÊNCIA DESPORTIVA NACIONAL.
