O memorando de entendimento entre a FPF e a Liga, determinadas a centralizar os direitos de transmissão televisiva até 2027-2028, não é boa nem má notícia.
O tom da "newsletter" semanal com que o Braga contesta a arbitragem da final da Taça da Liga, põe em causa o Sporting e denuncia o seu mau perder em geral não chega a ser um retrato da deplorável guerra com os leões, a que aliás quase toda a gente - isso, Frederico Varandas e Rúben Amorim podem celebrar - quer fazer guerra.
É um retrato do deplorável clima de deplorável crispação a que, não obstante a crise generalizada, o solavanco da introdução das novas tecnologias no futebol e a progressiva perda de relevância das competições nacionais, a deplorável classe dirigente em exercício conduziu esta modalidade e esta indústria. Andaram anos a gerir a contingência, os dirigentes portugueses, e agora ainda se atiram uns aos outros, em busca das últimas migalhas. O futuro não é sequer negro: não há - ninguém o considerou ou considera.
O único caminho. E apenas parte dele, aliás
O memorando de entendimento entre a FPF e a Liga, determinadas a centralizar os direitos de transmissão televisiva até 2027-2028, não é boa nem má notícia. Mesmo que aplicada apenas parcialmente (inclusive sob a égide da UEFA), a proposta de criação de uma Superliga Europeia vai alterar todo o panorama do futebol europeu, com grave prejuízo para as ligas de dimensão média, portuguesa à cabeça. Se já antes a centralização de direitos era essencial, agora é parte inalienável do único caminho para qualquer tentativa de sobrevivência. E não chega - nem de perto, nem de longe.
